quinta-feira, 18 de junho de 2009

Cruzeiro vence São Paulo e pega o Grêmio na Semi

Cruzeiro fechado, São Paulo na pressão, e expulsão no anfitrião

A torcida do São Paulo comportou-se como em uma verdadeira decisão no início. Quando o time entrou, muita festa. A presença de Rogério Ceni atrás de uma dos gols durante o hino nacional foi o suficiente para que o nome do goleiro fosse ouvido por todos os cantos. Muricy Ramalho também foi ovacionado pelos torcedores, que fecharam as homenagens lembrando de Telê Santana. Os cruzeirenses eram minoria, mas também tentavam incentivar o time.

Assim que a bola rolou, o Tricolor foi para cima, já que precisava de uma vitória simples para ficar com a vaga. Sabendo que não poderia levar gols, Muricy optou por Richarlyson fazendo a função de zagueiro. Hernanes foi para o banco. Fabrício, com lesão muscular, foi o desfalque de última hora da Raposa.

O São Paulo preparou uma blitz logo de início. No abafa, não deixava o Cruzeiro jogar e mantinha Fábio atento o tempo todo. Mas não concluía. Marlos, estreando na Libertadores, mostrava muita vontade, mas parava na marcação.
Kléber, fazendo e recebendo faltas, era o alvo da torcida tricolor. O atacante, aliás, era o único mais adiantado, já que o time mineiro estava todo fechado.

Apesar de jogar atrás, o Cruzeiro conseguiu concluir duas vezes com Wellington Paulista, ainda que sem muito perigo para Denis. O São Paulo seguia apertando, mas errava passes e já deixava o adversário tentar algo. Aos 26, Kléber arriscou um chute rasteiro de fora da área, obrigando Denis a fazer boa defesa.

Aos 29, o melhor momento do Tricolor até então. Marlos desceu pela direita, driblou dois defensores após receber um lançamento de Denis, e cruzou para a área. A zaga tirou de cabeça e a bola sobrou para Junior Cesar, que chutou para cima. Não acertou o gol, mas levantou os torcedores.

Aos 32 minutos, impaciente por não ver o gol sair, a torcida pediu Dagoberto. Eduardo Costa tomou cartão amarelo. E o time mineiro aproveitou uma calmaria tricolor para atacar. Mas não acertou a pontaria. O ímpeto dos anfitriões era menor do que no início, mas ainda existia. Aos, Junior Cesar chutou rasteiro para a área, e Borges ainda tocou na bola, que saiu pela linha de fundo.

Marlos e Zé Luis eram os principais responsáveis pela criação. Washington também saiu um pouco da área, tentando buscar a jogada. Mas, quando o time parecia melhor, levou um balde de água fria: Eduardo Costa fez falta dura em Jonathan e tomou o segundo amarelo, sendo expulso. O Tricolor terminou o primeiro tempo com um homem a menos e sem o gol da classificação. E o Cruzeiro foi para o vestiário com parte da missão de não sofrer gol cumprida.

- Estamos com um a menos e vamos ter que correr mais. Agora é abafa e coração - resumiu Borges, na saída do gramado

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